quarta-feira, 23 de abril de 2014
Nós - mas sem pressa
Meu bem, avexe esse amor
O amanhã pode vir atrasado
E adentrar outro peito enfim.
O que mais aperreia a carne
É essa câimbra do coração
Que afrouxa qualquer tímido
E solta o que foi de lágrima.
Se caso esperar, abrigue-se!
Numa brecha dentro de mim,
Não é muito onde coube dor
Mas é o suficiente para estar:
Comigo e demorar a emoção.
Até tento acanhar-me afundo
Talvez seja medo de aguardar
De fato, é uma dúvida pontual,
O mal que antecedera o amor
De viver aí (cronologicamente)
E te ter num sentido anti-horário.


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