domingo, 13 de abril de 2014
Colírico
O meu poema desenhado
Há de ser então figurado
Como uma arte cúmplice,
Em espadachim de pincel
Amolando o corte do lápis.
Você, tinta do meu sangue
Aniquila o ciano dos olhos
Para ver o quão é escurido
Entre os esquadros nossos.
Se é minha face tão borrada
Sob a força do traço iludido
Eu dadaísmo cada forma sua
Sem riscar o disfarçar da cor
Em insalubre tela que se fere.
Eu que, por mais pintado seja
Falta-me a sombra de existir,
Esta tão solene ao miscigenar
Com minhas dores pictóricas
O que realça o artista dolorido.


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