De versos tão quilométricos
Para chegar até sua ausência
Pois escrever é viver distante
Não só de ti mas de todo eu
Que se afasta em cada estrofe
E esquece que palavreia a si
Não que isto seja poetizado
Mas amar não cabe em letra
Nem na rima mais próloga!
O que temos é atalho escrito
Por gente que vive de faltas
Em estar perto e não juntos
Talvez o papel seja eu físico
Mas o que contém nele é teu
Pode ser que seja algo eterno?


0 Estranharam:
Postar um comentário