segunda-feira, 21 de abril de 2014

Em: saio


Esforço-me para ser o pior poeta possível
De fato, os bons poemas já foram feitos.
Então, resta-me agora ser um poeta ruim
Mas acima de tudo e todos - ainda poeta
É isso que importa - o tão nada da poesia.
Vocês aí que se dizem leitores deste eu!
Isso aqui não foi feito para que fosse lido!
Na verdade, por quê estão aqui ainda?
Daqui em diante será só verso mentiroso
Como nossos bons e maus poetas fazem
E como fazem... Mentir, escrever e ser...
Parece uma fórmula de fazer-se poesia
Como se a regra não fosse também livre
Desde o mau poeta até o péssimo leitor.
Sim, seja bem-vindo ao clube deste verso!
De cansaço e muitas delongas certamente.
Enfim, nunca me esforcei para ser bom
Principalmente bom poeta, e pouco vale.
De praxe, deixo o público à mercê aqui
Logo, a crítica também será órfã disso
Afinal: o que esperar de um poeta assim?

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